O meu 2011…

Eu não queria mais fazer um post sobre o ano novo e as resoluções para 2012. Eu já tinha começado a escrever umas duas vezes e não tinha conseguido terminar. Mas eu estava lendo o blog do Jhon, me atualizando com as novidades e li quando ele escreveu sobre a virada fazendo uma retrospectiva de como tinha sido 2011 para ele. Até fui citado (curti pra caramba).

Então, como ainda estamos em janeiro e como o ano só começa mesmo depois do carnaval ainda dá tempo de relembrar algumas coisas que me aconteceram no ano passado e que de alguma forma merecem ser registradas aqui, afinal de contas, vou querer me lembrar e reviver daqui alguns anos.

2011 foi o ano em que eu fui a pessoa mais feliz do mundo, e também a mais triste (na minha concepção). De qualquer forma, foi também o ano em que fui mais Moisés do que nunca e experimentei o quanto é bom ser eu mesmo… e o quanto é horrível também.

Eu me apaixonei feito um louco e me decepcionei depois. Puxa, eu sou de carne e osso, tenho sentimentos e já estava prestes a me convencer do contrário. Graças a Deus! Eu sou normal, também sofro por amor (risos). E sofri pra caralho, mesmo com aquela minha velha cara de: eu sou a pessoa mais equilibrada do mundo. Acho que passou (muitos risos).

Me aproximei mais ainda de algumas pessoas, me distanciei naturalmente de outras e vivi integralmente a delícia de ser um Moreira, de ser irmão dos meus irmãos, de ser filho do seu Valdemar (com direito a post do dia dos pais e tudo). Voltei pros meus amigos, não dava mais pra mim não ser o Mô da Carolina, o Môisis da Silvia e o Sobrinho do Xitão. Esse é o meu lugar, perto de vocês.

Lá no meu trabalho fiquei amigo daquelas pessoas que eu só encontrava na hora de passar o cartão. Como assim? Essa gente sensacional trabalhava aqui esse tempo todo? Tipo a Lilian, sabe? Fui persistente e experimentei a maravilhosa sensação de chegar em casa e dizer para a minha família: gente, fui promovido. Agora eu trabalho no marketing. Sabe, aquela área que eu sempre quis trabalhar?

Comecei o ano dizendo: tudo bem, eu estou fazendo só 23 anos em 2011. E terminei: Caraca, já fiz 23. E se você acompanhou o blog vai se lembrar que experimentei na pele as mazelas da vida adulta. Fui roubado duas vezes, gastei pra cacete, fiz cagadas e passei coisas que nem um ferro passou (piadinha). De qualquer forma, essas são as boas vindas da vida adulta e pela primeira vez em toda a minha existência preferi nunca ter crescido. Mas essas coisas certamente me transformarão num adulto melhor, pelo menos a minha carteira eu não vou perder mais (espero).

Um dia, bem no começo do ano, eu entrei na sala da pós-graduação e pensei que jamais seria amigo daquela gente com cara de amadurecida demais para as minhas piadinhas, hoje estou aqui de certa forma contando nos dedos quanto tempo falta para a volta às aulas e vira e mexe fico feliz por encontrar na rua os colegas da sala. Tenho até um amor chamado Malu (risos) que me leva pastel de queijo comprado na feira e prepara nhoque pra eu comer na casa dela. Falando nisso, que saudade de você Malu.

Transformei aquele meu sonho de ser professor em realidade, lecionando marketing que eu realmente adoro. Experiência sensacional pra mim que aprendo com os alunos e compartilho as coisas que aprendi. Olha que orgulho quando me perguntam: Você faz alguma coisa além de trabalhar na fábrica? E eu respondo: Dou aulas de marketing (pose de garbo e elegância).

Definitivamente não foi o melhor ano da minha vida, mas se a gente volta pra Deus quando está na pior, Poahamm, então pra mim foi ótimo. Redescobri a minha relação com Deus e vamos bem, obrigado. Bem do jeitinho Moisésiano de ser.

Se eu tivesse que resumir 2011 em apenas uma palavra eu diria: H U M A N O.

 

Sobre a música do Criolo…

Um dia desses foi engraçado. Um austríaco que trabalha comigo chegou no escritório com o panfleto de um show do MC Criolo perguntando se  a gente achava que seria legal.

Eu nunca tinha ouvido falar nesse cara e já fui dizendo: Deve ser funk, porcaria.

O resto do pessoal que trabalha comigo se uniu ao meu coro e decretamos: Não vá, vai ser péssimo.

Resumindo: ele não foi.

Passou um tempinho, estava em casa assistindo televisão e parei na TV Cultura pra assistir ao programa Manos e Minas. Quem era o convidado especial e mega ovacionado? MC Criolo. Ah não, agora eu vou ter de esperar pra escutar a música desse cara.

Quando ele finalmente foi cantar, logo de cara, a banda era sensacional. Misturava o som dos metais às batidas de um rapper. Escutei Bogotá e vi que estava completamente enganado sobre o tal MC. Caraca, preconceituoso eu hein, só porque ele estava vestindo uma camisa do Timão.

Bom, agora eu já pesquisei um monte de músicas do cara e curti. E se ele aparecer por aqui vou chamar o tal austríaco pra ir no show comigo…

Menino do Rio…

Esse ano, nas minhas férias (merecidíssimas, diga-se de passagem) eu resolvi fazer algo de diferente. Na verdade eu viajei sozinho pra conhecer uma das cidades mais lindas do mundo. O Rio de Janeiro.

Bom, tinha tudo pra ser um desastre. Sozinho, de ônibus, hospedado no hostel e nem tão cheio de dinheiro assim. Mas foi justamente o contrário, umas das melhores viagens da minha vida.

Cheguei lá no Rio de Janeiro na hora do almoço e aquela muvuca de gente, de carro, de táxis e um monte de coisas novas que eu nunca tinha visto. Fiquei até meio assustado, com medo da violência que as pessoas tanto falam.

Dias depois lá estava eu de chinelo e bermuda andando de ônibus como se já estivesse em casa, como se eu tivesse nascido lá, tirando uma soneca na praia enquanto o meu amigo da cadeira ao lado vigiava as minhas coisas. A vida que eu pedi pra Deus.

Primeiro e indispensável programa: Cristo Redentor. Eu que não iria perder a oportunidade de conhecer uma das sete maravilhas do mundo. E valeu cada minuto das muitas horas esperando na fila. O caminho é incrível, desde onde ficam os trenzinhos até a subida do Corcovado, quando de repente lá está ele, de braços abertos sobre a Guanabara. S E N S A C I O N A L. Eu nuca vi uma vista tão bonita.

Vista Linda

Nada como os passeios de fim de tarde pelo bairro de Botafogo. Me senti em casa mesmo, todos os dias ali no Shopping, almoçando com a linda vista para o Pão de Açúcar. Passar de noite em frente à escola de dança do Jaime Aroucha e ver as pessoas dançando despreocupadas com o ritmo frenético lá de fora. Se alguém me perguntar onde eu quero morar no Rio de Janeiro eu vou querer morar no Botafogo, só pra poder passear de noite da beira da praia cheia de barcos, tudo ali, com a civilização vista de pertinho.

Vista do almoço...

Depois eu fui ver se a Bethânia tinha razão quando dizia que Copacabana era um bom lugar pra descansar. A praia era realmente linda, mas tinha tanto turista que eu nem sei se deu pra descansar. Não tem problema. Passou uma Van escrito LEBLON, entrei. Simples assim, e rápido. Uma delícia, e depois pra finalizar uma tarde de sol (muito sol) uma passadinha em Ipanema. Com uma caixa de cervejas geladas e um bom papo pra passar o tempo. Vontade de não voltar nunca mais.

De noite, uma voltinha pela região da Lapa, na catedral linda no meio daquela arquitetura incrível. Nossa, estou em frente à Fundição Progresso e logo ali, o Circo Voador. Meus maiores ídolos estiveram por aqui. Depois de amanhecer, mais centro. Cinelândia, a Biblioteca Nacional e o Teatro Municipal. O Ney Matogrosso tem razão quando diz no seu DVD Beijo Bandido que o sonho de todo mundo é cantar no Municipal.

Ei vocês vão na favela? Eu perguntei para as minhas colegas de hostel. Elas responderam que sim. Posso ir? Claro, Vamos!! Subimos o morro Dona Marta no bondinho com a guia e todas as outras pessoas da comunidade. No mirante do Pedrão, que fica lá no topo do morro, aquela sensação de que quem mora ali não tem do que reclamar. Olha essa visão. Na descida passamos no lugar onde gravaram o clipe do Michael Jackson e algumas cenas do Tropa de Elite. A pessoas na janela sempre simpáticas nos dando boas vindas. Até a moça na frente do salão de beleza com o cabelo todo cheio de papel alumínio. Uma experiência incrível, um dos programas que eu mais gostei.

O bondinho da favela...

Mas eu precisava voltar na Lapa, tinha que experimentar mais.

Ei, você está afim de curtir a Lapa hoje? Disse um outro colega. Só se for hoje! Respondi. Ruas lotadas de gente, bares sensacionais e a melhor batata frita que eu já comi na minha vida, lá no “Belmonte” e pra ver como as cariocas sambam, nada melhor do que “Bar da Boa”. Que noite sensacional, conversar com vocês e voltar na Kombi cantando.

Para ali no trailer de lanche, por favor.

No último dia, obrigado por tudo, por me guiarem pelas ruas, por me ensinarem os caminhos, por se divertirem comigo, por me chamarem de Moisésh e principalmente por me ensinarem a ser CARIOCA.

Menos a Luiza que está no Canadá…

Na semana passada eu cheguei em casa depois do trabalho e como de costume abri a internet pra ler as notícias e ver as últimas do Facebook. E do que todo mundo estava falando? Da Luiza que estava no Canadá.

Eu tenho certeza que você já ouviu falar sobre ela, que de uma hora pra outra se transformou numa das maiores celebridades da internet. Era post fazendo piada o tempo todo, tudo por conta de uma propaganda de um condomínio, onde a família da garota aprece e o pai diz que estão todos reunidos, menos a Luiza que está no Canadá.

Eu não entrei na brincadeira como fizeram, mas confesso que dei risada do logotipo do governo federal com a frase: BRASIL! Um país de todos, menos da Luiza que está no Canadá. E também teve Jesus na Santa ceia perguntando para Pedro: Estão todos aqui reunidos?  E a resposta? Sim, menos a Luiza que está no Canadá. E mijei com uma foto de uma loja com o letreiro escrito MAGAZINE. A justificativa? Mudamos o nome para Magazine, pois a Luiza está no Canadá (risos).

Na quinta-feira passada fui na colação de grau de uma amiga e a oradora da turma começou o discurso dizendo: Boa noite a todos, menos à Luiza que está no Canadá (a plateia de formandos gargalhando e a mesa de professores com cara de: quem é Luiza, vocês conhece?). Incrível o poder de um viral da internet.

É muita bobeira pra, sei lá, quatro dias de viral. Mais do que isso, é muita criatividade transformar um simples anúncio publicitário no assunto mais falado do momento. E fazer da jovem Luiza um grande alvo do mercado publicitário, uma celebridade de fama notória (ainda que passageira). Até na Globo ela foi.

Aí na quinta-feira eu liguei a televisão e no jornal do SBT o Carlos Nascimento começava falando que o brasileiro estava se tornando menos inteligente, perdendo tempo com este tipo de bobeira e etc, numa tentativa barata de atacar a concorrente que dera imensa repercussão ao caso.

Até concordo com o Nascimento, é uma bobeira essa história de Luiza, mas daí justificar a falta de inteligência do brasileiro por causa de brincadeiras como essa é minimizar as questões sociais as quais estamos submetidos. Eu até brinquei com essa história e não me sinto menos inteligente por isso. E como disse o colunista Tony Goes da Folha de SP, isso é apenas reflexo do fluxo de informações da atualidade e do quanto o brasileiro é capaz de se manter informado. Não é o primeiro caso e não será o último.

Me sinto menos inteligente quando eu percebo que somos coniventes com as injustiças socialmente aceitáveis, quando não somos capazes de enxergar o próximo e quando nos deixamos levar pelo desespero e falta de humor.

Quanto às brincadeiras da internet, se for divertido pra mim eu brinco. Se não for, eu simplesmente não brinco. Simples assim.

 

Sobre o câncer do ex-presidente Lula

Ah na boa… eu já estou irritado com essa gente publicando coisas negativas em relação ao câncer do Lula no Facebook e nas redes sociais em geral. Puxa vida, será que nem numa situação como esta as pessoas são capazes de ser solidárias? Me desculpe, mas isso é coisa de quem não tem o que fazer, quanto mais visão política.

Tiro o chapéu para o jornalista da Folha Gilberto Dimenstein, que na sua coluna, que eu li hoje (31/10) pela manhã se diz envergonhado com a reação das pessoas frente ao problema do ex-presidente. Concordo plenamente, mandá-lo se tratar no SUS não ameniza os nosso problemas políticos, muito menos os humanos.

Queria ver se fosse o seu pai…

A terceira onda

Me lembrei agora do primeiro ano de faculdade e das sensacionais aulas de sociologia da professora Lúcia Rangel. Acho que foi nessa época que eu aprendi a pensar além das minhas convicções pessoais, que até aqui estavam sem explicações cabíveis.

Foi essa mesma professora que nos apresentou naquela época o livro “A terceira Onda” que foi a grande inspiração para o meu TCC da faculdade que falava sobre as Megatrends para o mercado de trabalho (lembra Katita?).

O autor deste livro é o escritor e futurista (acho chique esse termo) norte-americano Alvin Toffler que descreve a saga da humanidade até a composição social vista atualmente separando-a em três etapas, também chamadas de grandes ondas.

A primeira grande onda foi a agricultura, quando o homem percebeu que não precisava viajar quilômetros para encontrar seus alimentos. Até aquele momento o ser humano vivia de forma nômade, sempre à procura de alimento e caçando animais pelo caminho. A agricultura foi justamente a descoberta de que ele próprio poderia cultivar os seus alimentos sem precisar viajar e buscar incansavelmente. Esse foi ponta pé inicial para a criação das estruturas sociais e geográficas que vemos hoje, nasciam os povoados que mais tarde seriam as cidades tal qual vemos hoje em dia.

A segunda grande onda foi a Revolução Industrial, onde ocorreu a troca da manufatura artesanal pelo uso das máquinas à vapor, possibilitando o desencadear da produção em série e o surgimento de grandes indústrias através do desenvolvimento da maneira de se fabricar os objetos. Essa onda também proporcionou o surgimento de novas classes sociais como os assalariados e etc.

A terceira onda foi a tecnologia da informação, a informática. E sobre esta nós podemos falar com certa propriedade, afinal de contas estamos vivendo-a. Nem precisamos nos questionar se ela transformou a maneira de vida das pessoas, está na cara e nos nossos hábitos cada vez mais informatizados e conectados.

Pra você que gosta, fica esta dica interessantíssima de leitura. O livro é antigo e baseado nas previsões do autor, mas é ótimo.

Você arriscaria um palpite para a quarta onda? Eu voto na espiritualidade.